Portal dos Correios

Sobre o Centro

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro está localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no centro da cidade. Integra o Corredor Cultural, tendo como vizinhos a Casa França Brasil, ao lado, e o Centro Cultural do Banco do Brasil, defronte.

Mais sobre o centro
O imóvel foi inaugurado em 1922. As linhas arquitetônicas da fachada, em estilo eclético, caracterizam o prédio do início do século, construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro. Mas isto não ocorreu e o prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição Ecológica 92", evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - RIO 92.

A inauguração oficial do Centro Cultural Correios aconteceu em agosto do ano seguinte, com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93. Desde então, o Centro Cultural Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em áreas diversas, como teatro, vídeo, música, artes plásticas, cinema e demais atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas de expressão artística.

Suas instalações, adequadas à realização de diversificada programação, ocupam integralmente os 3.480m2 da área do prédio. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno.

No andar térreo, está localizado o Teatro com 320 m² e capacidade para 200 pessoas.

Também no térreo há uma Galeria de Arte para pequenas mostras. No segundo e terceiro pavimentos, estão localizadas dez salas de exposições, com infra-estrutura e iluminação propícia a eventos de grande porte.

Ao fundo da Galeria de Arte está localizada a Agência JK, que oferece os serviços de Correios e de conveniência, com funcionamento de terça-feira a domingo, do meio-dia às 19 horas.

O Centro Cultural Correios dispõe também de um Bistrô, que funciona durante o horário de realização dos eventos.

A Praça dos Correios - uma área aproximada de 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d'água e suporte de uma concha acústica, que pode receber um público numeroso para eventos a céu aberto.

O Centro Cultural Correios, em média anual, recebe um público 400 mil visitantes e promove cerca de 50 eventos, com atrações variadas de teatro, música, dança, cinema e vídeo, além das exposições de diversos tipos de arte.

Confira as plantas baixas do Centro Cultural Correios no Rio de Janeiro



Programação

EXPOSIÇÕES

“#DIVAS NÃO PEDEM PERDÃO” – LIGIA TEIXEIRA
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Colchões viram uma instalação cenográfica para exposição de Lígia Teixeira, que explora o universo feminino no Centro Cultural Correios.

Levou cerca de dois meses o garimpo da artista visual Lígia Teixeira, resgatando colchões relegados pelas ruas ou cedidos por motéis cariocas. Além de histórias curiosas, ela conseguiu reunir o que seria utilizado como parte da estrutura, com todas as suas marcas do tempo, para uma instalação cenográfica que apresenta, a partir do dia 14 de novembro, na exposição “#Divas não pedem perdão”, no Centro Cultural Correios. A partir destes colchões usados, onde faz interferências com tinta e pinceis, Lígia reflete a questão do empoderamento feminino, o erotismo e a afirmação do desejo através de dançarinas de pole dance. O curador, Alexandre Murucci, criou um palco em formato de cruz onde sete colchões de casal ficam dispostos no terceiro andar, tendo um mastro usado nas coreografias pole dance posicionado no centro da sala. No dia da abertura, uma dançarina profissional fará uma performance e público poderá interagir durante a exposição. 

Toda a plasticidade dos tecidos que revestem os colchões são explorados pela artista: sua estamparia original e os acabamentos das costuras remetem à história destes objetos e fazem metáforas ao desejo e à paixão que são intrínsecos a eles. Nesse campo repleto de referências e memórias, Lígia lança mão da imaginação para sobrepor personagens que vivem outras histórias. Neste caso, dançarinas de pole dance alçadas ao posto de divas e eternizadas

“O desgaste do uso, o forro por vezes furado por um cigarro, a mancha e o suor deixados por corpos que ali se amaram, ou por alguém que sofreu a solidão de noites insones... tudo é matéria expressiva que se agrega à construção de novas narrativas. Mais do que tornar o ato de dormir confortável, colchões são objetos impregnados de simbolismo, aconchegam nosso corpo e poderiam contar a história íntima de nossas vidas. O fato de ser um colchão usado, independente do tema, vem impregnado com um conceito do uso do corpo, assumir o próprio corpo na intimidade”, analisa a artista Ligia Teixeira.

“Trabalho também com a gênese do colchão, uma vez que todos eles guardam histórias, têm diversas procedências. Não é como trabalhar sobre telas em branco ou mesmo colchões virgens”, acrescenta.

“A presença do feminino é o tema onipresente na obra de Ligia Teixeira.  Mesmo quando ela lança seu olhar para congelar fricções sociais ou políticas, é a figura da mulher que se coloca protagonista. Nelas, há sempre um ato libertário, corajoso nos dias que seguem, porém natural no vocabulário da artista, que celebra nesta exposição 30 anos de trajetória. Nesta nova instalação, Ligia dá continuidade à sua série de trabalhos usando colchões – “objets-fetiches-trouvés” que transbordam vivências quase audíveis em texturas e manchas que a artista otimiza em suas camouflages, e de onde surgem suas divas que flutuam no ar”, observa o curador, Alexandre Murucci.

Ampliando uma crônica de gênero que apresentou na TRIO Bienal 2017 na Cidade das Artes, com a obra “#DIVAS NÃO PEDEM PERDÃO” - um boudoir interativo e festivo, Ligia agora monta um cenário mais alusivo às estruturas de poder que sempre historicamente oprimiram o feminino, principalmente através da negativa ao prazer e ao não-domínio do próprio corpo.  Neste trabalho, num palco que centraliza a atenção do expectador, um mastro pole-dance surge para performances que a artista promove e também para interação do público. Este contraponto fálico está na obra não como objeto de dominação, e sim, como instrumento de usufruto do discurso feminino de afirmação de identidades. Ali, a ousadia é um instrumento político de pertencimento e o movimento dos corpos, uma caligrafia de autoralidade.

Serviço:

Exposição: “#DIVAS NÃO PEDEM PERDÃO” – LIGIA TEIXEIRA

Abertura: 14 de novembro de 2018, às 19h
Visitação: de 15 de novembro de 2018 a 13 de janeiro 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)


“BENET DOMINGO, A TRAJETÓRIA DE UM ARTISTA" - PILAR DOMINGO E CASA BENET DOMINGO

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Grande exposição retrospectiva no apresenta mais de 300 obras do artista, arquiteto e cenógrafo catalão, Pere Benet Domingo.

A exposição ocupa todo o terceiro andar do edifício e reune mais de 300 obras, entre pinturas a óleo, fotografias, desenhos a carvão, desenhos a nanquim, aquarelas, pastéis, projetos de carnaval, cenários e pinturas religiosas do artista, arquiteto e cenógrafo catalão, exilado no Rio de Janeiro nos anos 50. 

A exposição apresenta um panorama histórico das décadas de 20, 30 e 40 na Espanha e 50 e 60 no Brasil, trazendo uma rica leitura sobre os personagens, costumes, teatro e cinema novo da década de 50 e 60 no Rio de Janeiro, revela de forma completa a vida e obra do artista.

Pere Benet Domingo, realizou mais de 30 exposições, 33 cenografias teatrais, mais de 20 cenografias carnavalescas, 14 cenografias cinematográficas, pinturas murais para a Capela do Monte Calvário em Areyns de Mar na Espanhaas, para as Igrejas de Santo Agostinho, Sant’Ana e Santo Antônio no Rio de Janeiro. Retratou em nanquim os personagens da cidade maravilhosa e em pintura a óleo e aquarela as paisagens de suas amadas cidades: Tortosa, Barcelona e Rio de Janeiro. Com suas monumentais e originais Instalações de Arte revolucionou o Carnaval Carioca valorizando a Identidade Nacional, trocando os personagens venezianos pelo pandeirista, a baiana, o malandro, as sambistas e a flora e fauna da cidade. Foi capaz de transformar com sua arte a cultura de seu tempo.

Benet Domingo faleceu aos 55 anos de idade no ano de 1969, apesar de sua breve vida, teve uma trajetória marcante na Espanha e no Brasil, deixando assim um vasto e único legado para diversas gerações de futuros artistas e estudiosos da cultura carioca e brasileira.

 

COM A PRODUÇÃO DA CASA BENET DOMINGO A EXPOSIÇÃO SERÁ PALCO DE DIVERSAS AÇÕES SOCIOEDUCATIVAS E ESPETÁCULOS:

+ 06 visitas guiadas com a curadora da exposição Pilar Benet Domingo

+ 03 oficinas de arte para famílias com Pintar e Brincar ;

+ Espetáculo teatral ‘Dom Quixote, a metamorfose ambulante’ com Gedivan

Albuquerque e Kikha Dantas

+ 'A História da Tv no Brasil' da Companhia Certas Palavras

+ Oficina de Arte para Bebês com Maria Matina

+ Apresentação do Coral da Urca e Coral da Pedra com regência de Jonas Hammar

+ Cine debate

+ Tertúlia poética.

 

Serviço:

Exposição: “Benet Domingo, a trajetória de um artista” - Pilar Domingo e Casa Benet Domingo

Abertura: 14 de novembro de 2018, às 19h
Visitação: de 15 de novembro de 2018 a 13 de janeiro 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro
Tel.: 2253-1580 (recepção)
Informações e agendamentos: contato@casabenetdomingo.com

 

OGNUNO IL SUO STILE” – TARTAGLIA ARTE
Ognuno Il Suo Stile
 

A organização artística Tartaglia Arte - Roma tem o prazer de convidar para a abertura da Exposição “ Ognuno il suo stile – La arte e le sue forma ” (Cada um no seu Estilo-A Arte e a sua forma), dia cinco de dezembro próximo, no Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro.

Ao se tratar de uma amostra internacional, nada mais simbólico que reunir esse time de artistas nos Correios. Acreditamos, que, ninguém há de opor-se à ideia que essa instituição representa historicamente um dos arautos do processo de globalização, que, hoje é algo intimamente relacionado ao cotidiano de qualquer cidadão, afinal, mesmo o mais simples indivíduo tem acesso a um celular conectado à internet.

A mostra reúne 28 artistas, embora predomine a nacionalidade italiana e brasileira, inclui representantes da Argentina, Portugal e Moçambique. Como o título da exposição sugere várias formas expressão, entre elas a pintura, a escultura, o vídeo e a instalação apresentam a individualidade de cada artista, cada um com sua técnica, experiência e linha de pesquisa.

Trata-se da nona edição de um evento internacional que nasceu em Roma em 2011. Além da Itália, já teve mostras na França, China e volta ao Brasil pela segunda vez.

Os contrastes e as oposições apresentadas por obras originais, produzidas especialmente para evento, curiosamente representam a unidade da coleção. Uma das características da Pós Modernidade é a fragmentação da realidade, realidade essa, que afirmam os filósofos, só existe enquanto concebida. Porém, essa realidade fragmentada, faz parte de uma totalidade ou unidade, utópica para alguns, isso é verdade, porém não menos real.

Nessa orientação, um dos elementos que norteou a criação do projeto foi a possibilidade do acervo reunido ser acessível on line, e cada espectador possuir o direito de eleger qual a sua obra preferida. Porém, o Centro Cultural dos Correios e a La Tartaglia Arte, esperam que o púbico não se contente apenas em fazer uma visita virtual e não abrem mão de sua presença física na amostra.

Ricardo Muniz de Ruiz -historiador e poeta.

Serviço: 

Exposição: “OGNUNO IL SUO STILE” – TARTAGLIA ARTE

Abertura: 05 de dezembro de 2018, às 19h
Visitação: de 06 de dezembro de 2018 a  27 de janeiro 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

 

“A MAGIA DE ROBERT e. KUHN” – VERA RUPP

A Magia de Robert

Com curadoria de Vera Rupp, a exposição traz a bela coleção de Gretchen Sarmento e Família Kuhn à duas galerias do Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro.

 

A exposição “Magia de Robert E. Kuhn” faz parte da programação do Centro Cultural Correios entre 28 de novembro e 27 de janeiro.  Estarão expostas pela primeira vez no Brasil as pinturas e esculturas deste americano que viveu de suas criações e tem como inspiração o Jazz. E deixou como legado na família Kuhn a criatividade.

Os irmãos Gretchen Kuhn Sarmento, Happy J. P. Kuhn, Dennis Nathan Kuhn e

Daniel R. Kunh estão homenageando o centenário do pai. A sua única filha vive aqui no Brasil há 50 anos. Todos os filhos desta família são artistas, seja na música ou nas artes plásticas.

Uma curiosidade que é o artista viveu os últimos 10 anos de sua vida cego e mesmo assim continuou a pintar.

A exposição ocupa duas galerias do Centro Cultural Correios:

Esculturas: Galeria do térreo, de 29 de novembro a 27 de janeiro
Pinturas: Galeria A do 2º andar, de 08 de dezembro a 27 de janeiro

A curadoria é da arquiteta Vera Rupp.

Algumas peças foram restauradas pelos filhos e também as pinturas nas paredes são deles.

Sobre o artista

www.robertekuhn.art

Robert E. Kuhn (1917, Grand Rapids, Michigan, EUA - 2000, Tanners Ridge, Virginia, EUA) foi um escultor e pintor. Kuhn frequentou o Art Institute of Chicago e em seguida foi contratado pela Works Progress Administration, agência nacional americana de empregos da era da Grande Depressão. Passou alguns anos no México, onde aprendeu a trabalhar com aço soldado, antes de retornar aos Estados Unidos e se mudar para Washington, já nos anos 1950.

Kuhn começou sua carreira artística como pintor e ao longo de sua vida trabalhou figurativa e abstratamente, produzindo centenas de grandes pinturas em diferentes escalas. Posteriormente passou a se dedicar exclusivamente à pintura abstrata e, como muitos pintores americanos de meados do século XX, teve o jazz como inspiração.

“Meu trabalho, pinturas e esculturas são expressões simples e diretas. O objetico não é construir um retrato preciso de um determinado assunto, mas sim isolar a ação e a vitalidade que dão vida e personalidade. Eu busco fazer isso através da linha. Distorções são uma ferramenta de que uso para alcançar meu objetivo”, declarou o pintor ao explicar sua escolha pela pintura abstrata.

Entre os anos de 1954 e 1960, Kuhn passou a viver exclusivamente da venda de seu trabalho artístico, sustentando sua família em uma antiga casa da embaixada em N.W Washignton, D.C.

Em 1966, mudou-se para uma igreja abandonada em Tanners Ridge, em Virgínia, onde viveu durante seus últimos 34 anos e onde permanecem o espólio de sua obra com seu jardim de esculturas e galeria.

Ao longo de sua carreira, Kuhn apresentou 28 exposições individuais e de 1953 a 1990. Foi representado por galerias em Nova York, Washignton D.C, Chicago, Los Angeles e São Francisco. Após sua morte em 2000, seu espólio passou a ser representado por galerias no Rio de Janeiro, Brasil e pela The Peterman Co., em Lexington, Kentuchy, EUA.

 

Serviço:

Exposição: “A MAGIA DE ROBERT e. KUHN” – VERA RUPP
Abertura: 28 de novembro de 2018, às 19h
Visitação: de 29 de dezembro de 2018 a 27 de janeiro 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)


“PINCEL ORIENTAL – UMA EXPEDIÇÃO ARTÍSTICA NO BRASIL” – BYRON MENDES

Pincel Oriental

O Brasil, sua natureza e cultura pelo olhar dos atuais pintores chineses.

Numa versão contemporânea das expedições artísticas do século 19 realizadas pelos pintores Debret e Rugendas, grupo de seis pintores chineses retratou o cotidiano e as belezas de cinco cidades brasileiras após expedição realizada em agosto e setembro no Brasil.

Os pintores Fan Zhibin, Fang Zhengue, Zeng Fu, I Ban, Liu Mo e Shan Ren percorreram Rio de Janeiro, Ouro Preto, Salvador, São Paulo e Foz do Iguaçu para captar e retratar em técnicas milenares de nanquim e aguada as mais de 20 obras que estarão reunidas em exposição e livro de arte no Centro Cultural dos Correios.

Com o objetivo de estreitar o diálogo entre a China e o Brasil, a empresa State Grid Brazil Holding-  há oito anos atuando no setor elétrico brasileiro em linhas de transmissão-, em parceria com a Dell´Arte Soluções Culturais e Interlúdio Eventos, promove o projeto “Pincel Oriental – uma expedição artística no Brasil”,que culmina numa exposição, no lançamento de um livro de arte e uma mostra de cinema chinês, a partir de 29 de novembro, no Centro Cultural Correios.

O projeto resgata, num viés contemporâneo, o espírito das expedições artísticas realizadas por pintores europeus no Brasil no século 19, como o francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848) ou o alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858), que imortalizaram, através de seu olhar, cenas do cotidiano brasileiro em suas obras.

A viagem (aqui valendo o duplo sentido) começou no Rio de Janeiro, quando os seis pintores visitaram o Pão de Açúcar e deraminício à criação de suas obras, emnanquim e aguada sobre Xuan (papel fino e resistente produzido a partir da amoreira, bambu e juta). Na sequência, visitaram outros pontos da cidade e seguiram Brasil afora durante agosto e setembro visitando as locações em Ouro Preto, Salvador, Foz do Iguaçu e São Paulo.

Fan Zhibin, Fang Zhengue, Zeng Fu, I Ban, Liu Mo Shan Ren, os seis pintores selecionados para a aventura brasileira, são consagrados em seu país de origem, com carreiras sólidas e reconhecidas tanto no meio artístico quanto acadêmico – têm livros e ensaios publicados, lecionam em escolas de arte, expõem regularmente. Alguns são também caligrafistas, ofício considerado uma arte nobre na China.

O BRASIL PELO OLHAR DOS ARTISTAS CHINESES

Fan Zhibin,sobre diversidade de pessoas: Regiões muito diferentes! O idioma, a comida, a cultura, a aparência… Tudo parecia diferente entre o Rio, o nordeste e o sul... É como na China, vários povos em um grande território. Sabe, existe uma grande diversidade de pessoas no Brasil: gente com diferentes tipos físicos de cabelo e tom de pele. 

Liu Mo, sobre a natureza: A vegetação do país é incrível, e olha que considero o meu país único e maravilhoso. Vi muitas cores, diferentes tipos de árvores. Tudo bonito para ser retratado, conheci frutas e sucos que nunca tinha visto.

Fang Zhenghe, sobre pássaros: Eu adoro retratar aves nos meus trabalhos, vi muitas espécies de pássaros, e não nos cansávamos de olhar para eles. Parávamos próximo da vegetação para fazer diversos esboços deles. Aproveitando o canto que cortava inesperadamente o silêncio.

Shan RenNunca tinha visto um lugar onde a natureza se mistura tanto com as cidades no dia-a-dia das pessoas.

I BanPessoas amigáveis e abertas. Todo mundo dizendo “olá , boa tarde!”, e sempre abrindo sorrisos.

AEXPOSIÇÃO E O LIVRO

A expedição chinesa resultou na criação de 23 novas obrasque, somadas a mais 14 já existentes, serão objeto da exposição que será inaugurada dia 29 de novembro no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. Cada um dos seis artistas terá em média seis obras expostas. A curadoria é do produtor Byron Mendes.

Além da exposição, será lançado um livro de arte, PINCEL ORIENTAL (ED. Arte Ensaio, 100 pg), contendo as imagens das obras e os registros da viagem, como num diário de bordo. Este livro será distribuído gratuitamente a bibliotecas públicas de todo o país.

O texto de abertura do livro é do crítico e curador de arte Enock Sacramento, membro das Associações Paulista, Brasileira e Internacional de Críticos de Arte. 

BYRON MENDES – curador e produtor executivo

Byron Mendes têm experiência  no desenvolvimento de projetos nacionais e internacionais. Desenvolveu exposições em galerias e instituições culturais dos Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Londres. Em 2010 fundou e administrou a Galeria de Arte Kunst, uma das primeiras galerias privadas de Petrópolis, com acervo de artistas de todo o país, dentre eles Cícero Dias, Carlos Vergara e Siron Franco. No inicio da década, se dedicou à organização, curadoria e produção de eventos internacionais ligados a arte e cultura, coordenando eventos em cinco importantes cidades mundiais: Frankfurt, Brasília, Nova York, Londres e Paris. Nos últimos anos tem se dedicado a formatação e produção de projetos em diferentes linguagens.

ENOCK SACRAMENTO – texto de abertura do livro

Enock Sacramento é membro das Associações Paulista, Brasileira e Internacional de Críticos de Arte. Participou de aproximadamente 180 júris de salões de arte, curou mais de 200 exposições no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, prefaciou cerca de 180 catálogos de exposições, publicou numerosos artigos na imprensa e 34 livros sobre arte e artistas brasileiros. Em função de sua atuação como crítico e curador de arte, recebeu, em 2004 e 2016, o Prêmio Gonzaga Duque, da ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte, por atividades desenvolvidas no ano anterior (crítico do ano) e, em 2011, o Prêmio Mário de Andrade por sua trajetória como crítico e curador de arte. É curador da Fundação José e Paulina Nemirovsky, em São Paulo.

 

OS PINTORES

FAN ZHIBIN 

Nasceu em dezembro de 1972 em Hohhot City, Mongólia Interior. Formado em pinturas chinesas pelo Departamento de Artes do Leste em Nankai University, graduou-se no estúdio de pintura de figura chinesa da Luxun Academy of Fine Artse obteve o mestrado em 2002. Acadêmico da Chinese Artists Association, supervisor de pesquisa no departamento de arte da Academia de Artes da Universidade de Beijing, reitor da Academia de Pintura Chinesa de Shanxi e da Youth Academy e presidente honorário da Baoding Youth Artists Association. Seus trabalhos buscam uma expressão elegante e fluida na pintura tradicional Chinesa. 

FANG ZHENGHE

Nasceu em Yunxiao, província de Fujian, em novembro de 1970. Formado pelo Departamento de Arte da Faculdade de Ji Mei em 1990, obteve o grau de Mestre em Artes em 2009, quando se formou no Naning Arts Institute. Atualmente é pintor profissional da Academia de Pintura de Pequim, também artista de nível nacional, membro da Associação de Artistas Chineses e da Associação Chinesa de calígrafia. Fang Zhenghe mergulha na essência da pintura das Dinastias Song e Yuan. As pinturas de Fang Zhenghe são conciliam tradição com inovação. 

ZENG FU 

Nasceu na Província de Fujian, China, em 1968. Formou-se na Fujian Art Schoolem 1989. Foi editor de arte de revistas literárias. Atualmente é pintor profissional, especialmente engajado na pintura chinesa e na criação de caligrafias. 

I BAN 

Possui outros nomes artísticos como Sui Mu, Banshizhe Yi, Yu Jue, Sui Baosen. Nasceu em Jiaonan, localizada na província de Shandong, em 1968 e vive atualmente em Pequim. É́ calígrafo, pintor e colecionador. Foi convidado para ser professor na Escola de Arte da Universidade Renmin da China, é também presidente da Yujue Society, diretor do escritório de pintura contemporânea Chan e do instituto de pesquisa de arte de Xi’an Academia Chinesa de pintura. 

LIU MO 

Mestre em História das artes plásticas chinesas. Doutor em Literatura e estudos artísticos, pós-doutorado em História, pesquisador do Instituto de Recursos Históricos e Culturais da Universidade de Pequim, professor convidado da Escola de Pós-Graduação da Academia Nacional Chinesa de Artes. Atualmente está voltado para os estudos de clássicos Confucianos, história de pesquisa acadêmica antiga e história da arte, além de ser adepto da caligrafia e da pintura. 

SHAN REN 

Shan Ren, anteriormente conhecido como Guo Zhishan, mora em Pequim e Xiamen. Pintor profissional e poeta. Possui Mestrado da Universidade de Xiamen. É pintor da academia de criação de pintura chinesa do ministério da cultura. Suas pinturas foram selecionadas para a exposição de nomeação contemporânea de tinta chinesa, também realizou a exposição internacional de pintores do Uzbequistão, em 2017, e a exposição de nomeação de jovens pintores chineses em Danqing Huamao, a exposição de caligrafia e pintura do 40º aniversário da CCPPC na província de Fujian. 

STATE GRID BRAZIL HOLDING - patrocinador

A iniciativa de realizar esta expedição artística pelo Brasil é um empreendimento cultural levadoadiante através da associação da empresa State Grid Brazil Holding – SGBH,a academias nacionais da China e artistas de mérito reconhecidonacionalmente.

A State Grid Brazil Holding, empresa de origem chinesa pertencente ao grupo State Grid Corporation of China, está no Brasil desde 2010, atuando no setor de transmissão de energia. 

Uma das maiores companhias do setor no país. a SGBH utiliza tecnologia de ponta e é comprometida com um alto padrão ambiental, social e com a melhoria da segurança, estabilidade e confiabilidade no fornecimento de energia.

Atualmente, o Grupo detém 18 concessionárias e outras cinco concessões por meio de consórcios com participação de 51% em cada. Grandes cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, bem como extensas áreas próximas a centros de carga já estão cobertas por cerca de 12,5 mil km de linhas de transmissão, o que torna a companhia uma das maiores do Brasil no setor.

Entre seus principais empreendimentos, estão os dois bipolos de transmissão da Usina de Belo Monte - as maiores linhas de transmissão do mundo - que utilizam tecnologia inédita de ±800 kV UATCC.

Uma das missões da SGBH é promover a cultura e o bem-estar da sociedade através de projetos socioculturais. Entre os projetos que apoia, estão a Orquestra Maré do Amanhã, Cantos de Leitura, Hospital do Amor além de proporcionar programas que integram as culturas chinesa e brasileira.

 

FICHA TÉCNICA

Artistas: Fan Zhibin, Fang Zenghe, Zeng Fu, I Ban,Liu Mo e Shan Ren
Curadoria:  Byron Mendes 
Textos: Enock Sacramento
Expografia: Janaina Arantes
Iluminação: Julio Katona
Cenografia: Beto Almeida
Programação Visual: Luiz Borgeth
Coordenação: Wang Weiguag
Realização: Ministério da Cultura
Produção: Dell'Arte Soluções Culturais
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

 

Serviço:

Exposição: “PINCEL ORIENTAL” – BYRON MENDES
Abertura: 29 de novembro de 2018, às 19h
Visitação: de 30 de dezembro de 2018 a 27 de janeiro 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)


 

“Margaret Mee” – Rosiane Gouvêa

Margaret Mee

 

Rosiane Gouvêa Homenageia a artista botânica Margaret Mee com obras em aquarela no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro.

 

Margaret Úrsula Mee nasceu em 25 de maio de 1909, em Bukinghamshire, Inglaterra. Desenhista, Pintora e Ilustradora fixa-se em São Paulo em 1952, onde começa a carreira como artista botânica, fascinada pela flora brasileira. Conservacionista, em 1956, aos 47 anos, inicia as expedições pela Amazônia. Por vezes lá, fazia esboços com detalhes e cores para depois serem ilustrados em seu Ateliê em Santa Tereza no Rio de Janeiro, entre as décadas 70 e 80, neste mesmo período trabalha para o JBRJ. Em Leicestershire, Inglaterra, em 30 de novembro de 1988, falece aos 79 anos logo após ter conseguido, no seu aniversário, desenhar a tão desejada Flor-da-lua, às margens do Rio Negro.

 

Fez a Arte Botânica no Brasil ganhar um grande caráter artístico até então relegado à função de “arte aplicada” pela formação artística acadêmica. Obra grandiosa não só pela qualidade e quantidade das espécies ilustradas, mas pela valorização e divulgação da nossa rica flora, inserindo-a como arte na cultura brasileira até então restrita aos herbários e museus naturais. Inspirando e incentivando pessoas como eu, indo além da consciência de nossas inúmeras belas espécies, à urgência ecológica num intuito de aproximação com a natureza. Os desenhos dos viajantes ganharam maior atenção e para além disto, a visibilidade e valorização dos artistas brasileiros como João Barbosa Rodrigues (1842-1909), Maria Wernech de Castro (1905-1993) e vários outros.

 

A admiração por seu trabalho gera grande interesse à preparações específicas. A representação do desenho científico como expressão de arte.

 

A identificação pessoal está na sensilidade para a representação botânica. A formação artística completa na UFES (Univesidade Federal do Espírito Santo), cuja graduação em Desenho com a monografia “O Desenho Botânico” defendendo a Ilustração Botânica como arte, após o Curso em Jardim Botânico de São Paulo, com Cristabel King do Kew Gardem (Londres), delineou um aperfeiçoamento mais profundo para a Ilustração Botânica. Tornando possível uma fatura hiper-realista e naturalista na aquarela ajustar-se aos critérios específicos deste tipo de desenho descritivo e explicativo que, a fotografia não substitui por variações das cores na reprodução, camuflagens não definindo formas, contrastes chapados e sombras sem descrição exigindo a observação testemunhal.

 

Necessidade do contato com as flores, demonstrada muito bem por ela, mote maior e evidente no seu fabuloso trabalho e a quem dedico esta homenagem.

 

Margaret Mee ficou em mim. Ficou em nós brasileiros.

 

Rosiane Gouvêa

 

 

 

Serviço:

 

Exposição: “MARGARET MEE” – ROSIANE GOUVÊA
Abertura: 12 de dezembro de 2018, às 19h
Visitação: de 13 de dezembro de 2018 a 27 de janeiro 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

 

 

“HUMANIDADES” – RODRIGO PEDROSA

Humanidades

 

“Os outros são realmente terríveis. A única sociedade possível é a de nós mesmos.” Oscar Wilde

 

Rodrigo Pedrosa é um engenhoso (re)fazedor de si mesmo. Suas esculturas, as quais em geral constrói a partir de sua compleição, dão a medida de como o artista está voltado para uma introspecção que expõe e perturba as expectativas de um mundo convencional em que se espera a perfeita complacência diante das perversidades que circulam nossas existências em dias sombrios que vivemos. Muitos são os que esperam pela ordem, poucos os que a erguem dos escombros. A vitalidade de suas peças, em doses brutas de matéria, apresenta o Homem carente de aparas, de refinamentos, e pré-disposto ao abismo.

 

Pedrosa nos compraz com as múltiplas facetas de suas habilidades seja no campo escultórico, seja na pintura. Aliás, suas pinturas são recortes de poses de suas esculturas, uma pequena fresta por onde deixa passar uma nesga de luz que comprime, sobre a superfície alva, uma delicada sombra colorida.

 

Osvaldo Carvalho

 

dezembro 2018

 

Serviço:

 

Exposição: “HUMANIDADES” – RODRIGO PEDROSA
Abertura: 12 de dezembro de 2018, às 19h
Visitação: de 13 de dezembro de 2018 a 27 de janeiro 2019
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, n. 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

 

Centro Cultural Rio de Janeiro


Visitação:
Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Corredor Cultural
20010-976 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: 0XX 21 2253-1580
Fax: 0XX 21 2253-1545
E-mail:

Funcionamento:
O Centro Cultural Correios recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 12 às 19h
Entrada franca.